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Doenças da Tireóide

A tireóide é uma glândula em forma de borboleta, que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como pomo de Adão (ou gogó), e tem como função a produção de um hormônio chamado tiroxina, que atua no metabolismo do nosso corpo. Existem várias doenças que podem afetar a tireóide. Quando acontece a falta na produção da tiroxina, ocorre uma doença chamada hipotireoidismo. Quando acontece o contrário, um excesso de produção, chama-se hipertireoidismo. Ainda, a tireóide pode funcionar normalmente, mas produzir “bolinhas”, chamados nódulos de tireóide.

Hipotireoidismo
O hipotireoidismo é uma doença muito prevalente na população. A causa mais comum ocorre quando o organismo começa a produzir anticorpos contra a própria tireóide, destruindo-a e ocasionando um déficit na produção hormonal.

Os sintomas do hipotireoidismo ocorrem de maneira sistêmica, ou seja, sentida no organismo inteiro, como cansaço, depressão, sono, pele ressecada, unhas e cabelos quebradiços, intestino preso, anemia, aumento de peso, inchaço, aumento de colesterol, entre outras coisas. São sintomas muito inespecíficos, ou seja, outras condições têm sintomas bem parecidos, como estresse,  menopausa, depressão, má alimentação, etc. Quando ocorre na criança, se observa uma parada no crescimento e retardo no desenvolvimento puberal, além da perda na concentração e queda no rendimento escolar.

O tratamento é feito pela simples reposição do hormônio da tireóide, e o ajuste desta medicação é feita por exames periódicos solicitados pelo endocrinologista que acompanha o paciente. Na grande maioria dos casos, este tratamento será contínuo. É uma doença de bom prognóstico, raras complicações de longo prazo, e a suspensão do tratamento de maneira inadequada afetará a qualidade de vida do paciente, mas não lhe confere risco de morte. Nos raros casos de hipotireoidismo congênito, o diagnóstico é feito com o teste do pezinho.

Hipertireoidismo
Ao contrário do hipotireoidismo, no hiper ocorre produção aumentada do hormônio tireoidiano. Ele pode ter várias causas. A mais comum é a doença de Graves, em que um anticorpo se liga ao receptor estimulatório da tireóide. Outra causa é a produção de hormônio por nódulos. Existem outras situações como as tireoidites (inflamação da tireóide), uso de hormônio tireoidiano em
fórmulas emagrecedoras, entre outros. Os principais sintomas observados são: perda de peso, aumento dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, ansiedade, nervosismo, insônia, tremores nas mãos, perda de peso, pele quente, calor exagerado, diarreia, aumento da tireóide e olhos saltados. O tratamento depende da causa, mas em geral é iniciado com comprimidos via oral, e pode ter como alternativa o uso de iodo radioativo, e em casos mais raros, cirurgia para a retirada da tireóide. Ao contrário do hipotireoidismo, o tratamento inadequado pode ter consequências mais sérias, principalmente cardíacas.

Nódulo de Tireóide
Nódulos são “bolinhas” na tireóide, que são muito comuns na população, em geral diagnosticados por acidente, em exames de ultrassom ou tomografia, feitos por outros motivos, ou pela palpação da tireóide pelo médico ou pelo próprio paciente.

Num exame ecográfico, até 50% das mulheres com mais de 40 anos pode apresentar um nódulo de tireóide. A imensa maioria destes nódulos é benigna, sendo menos de 5% diagnosticados como câncer de tireóide. Ao contrário do que a maioria dos pacientes acredita, o nódulo não causa sintomas locais como rouquidão, dificuldade para engolir, pressão na garganta, ou “embucho”. Mesmo a maioria sendo benigna, quando o nódulo é maior que 1 cm ou tem característica suspeita no ultrassom, é indicada a realização de uma biópsia do nódulo com agulha, procedimento feito guiado por ultrassom.

Também se procede à dosagem hormonal para avaliar se este nódulo é produtor de hormônio. O tratamento depende de vários fatores, mas de uma maneira geral pode-se acompanhar com ultrassons de rotina ou indicar cirurgia. Quando não há alteração no exame de sangue, não existe a indicação de uso de medicação via oral.

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